Composição do Papel
Em sua essência, o papel é uma rede de fibras de celulose, que são estruturas curtas e filamentosas que servem como bloco de construção fundamental da matéria vegetal. Essas fibras são extraídas de diversas fontes, sendo a madeira a principal matéria-prima. As quatro principais fontes de fibra de celulose para a fabricação de papel são madeiras de coníferas, madeiras de folhosas, fibra reciclada e trapos (normalmente aparas têxteis e algodão). Fibras sintéticas são uma quinta opção para papéis especiais, enquanto outras plantas como cana-de-açúcar ou bambu também servem como fontes de fibra.
Para papéis offset de folha, madeiras de coníferas e folhosas são as fontes de fibra mais comuns, cada uma conferindo características distintas. Madeiras de folhosas como álamo, bétula e bordo produzem fibras mais curtas, com média de 1 mm de comprimento. Madeiras de coníferas como abeto, pinheiro e abeto-falso produzem fibras mais longas, em torno de 3 mm. As fibras mais longas de coníferas se entrelaçam com mais eficácia, conferindo maior resistência ao papel. Por outro lado, fibras mais curtas de folhosas contribuem para maior volume e superior lisura superficial. Veja a Figura 5-2.
As árvores permanecem a fonte ideal de celulose devido à sua natureza renovável, facilidade de colheita e transportabilidade. As fibras de celulose possuem alta resistência à tração e forte afinidade pela água, permitindo que se liguem poderosamente em uma rede para formar o papel. O tamanho e a forma das fibras, que variam conforme o tipo de árvore e até mesmo dentro de uma única árvore, influenciam significativamente as propriedades finais do papel.
Além da fibra, o papel é composto por vários ingredientes principais: materiais de colagem, cargas minerais e matérias corantes.
Colagem. Materiais como amido e breu são adicionados interna ou externamente, ou ambos. A colagem interna proporciona resistência à água, propriedade crítica para papéis litográficos, e comumente emprega breu e alúmen de papeleiro. A colagem superficial controla a absorção de tinta de impressão para imagens mais nítidas e reduz a liberação de fibras superficiais (arrancamento) sobre as blanquetas. Também pode atuar como tratamento preliminar para revestimento posterior do papel.
Cargas. Esses minerais inorgânicos insolúveis finamente divididos são adicionados à fibra antes da formação da folha para melhorar a lisura, opacidade e cor. Eles mitigam a transpassagem, em que a tinta penetra e aparece no verso. As cargas melhoram a receptividade à tinta de papéis offset, o que é crucial para a fixação inicial adequada em altas velocidades de impressão. Também reduzem a distorção de pontos através da lisura aprimorada e diminuem a transparência aumentando a opacidade. Além disso, as cargas melhoram o brilho (brancura) para maior destaque da imagem. As cargas mais comuns são argila (argila caulim natural refinada), dióxido de titânio e carbonato de cálcio.
Pigmentos. A produção de papel colorido requer a adição de pigmentos e corantes. Estes são bastante comuns na litografia offset de folha. Designers de impressão devem considerar o efeito adverso que papéis coloridos têm sobre tintas coloridas e imagens.
Os avanços da impressão digital exigem papéis com características de desempenho específicas para aplicações de alta velocidade e dados variáveis. A sustentabilidade permanece um fator-chave, com foco crescente em sistemas de água em circuito fechado e produção com eficiência energética. A automação está ainda mais racionalizando a fabricação, aumentando a consistência e reduzindo o desperdício.